Sunday, April 8, 2018

Brasília, a nova Salem

    Não podia acreditar no que estava diante de meus olhos, eu como um cidadão brasileiro jamais imaginei que o país poderia chegar a esse ponto, estou diante de uma revolução, não tenho certeza que a situação da população melhore, mas de fato irá mudar definitivamente da palhaçada que costumava ser. 

    Tudo começou quando se deu início a Operação Salem, que associava os políticos que estavam sendo acusados de corrupção com as bruxas que foram queimadas em Salem. 

    O primeiro acusado era Manuel, Ministro da Defesa,  responsável pela direção superior das Forças Armadas, recebia milhões de traficantes pelo fornecimento de armas militares para os maiores traficantes do país. 



    O segundo acusado era Carlos, Ministro da Educação, responsável por organizar o sistema de ensino do país, causou fechamento de várias escolas públicas do país por desvio de milhões de reais, destinados ao pagamento do salário dos professores e merenda das escolas. 

    Esses foram os primeiros que foram presos, algo que parecia impossível em nosso país, pois os políticos estão acima da lei pelos cargos exercidos, pelo menos pareciam que estavam, com isso iniciou-se uma nova fase da investigação, a Delação Premiada. 

    A Delação Premiada diminuía significativamente a pena dos presos por corrupção, em troca de informações sobre outros políticos corruptos, com isso outros começaram a serem investigados. 

    O próximo acusado foi Antônio, Ministro da Justiça, que de acordo com Manuel e Carlos recebia propina em troca de impunidade perante a lei, a justiça e principalmente a Constituição Nacional, que naquele momento estava se tornando motivo de piada com o aumento absurdo da corrupção no país. 



    Outro ministro delatado por Carlos e Manuel foi Bruno, Ministro do Meio Ambiente que recebia milhões de reais em propina para ignorar as empresas que desmatavam a floresta amazônica, explorando madeira ilegalmente. 

    A cada fase da Operação Salem mais políticos eram delatados e investigados, uma quebra do sigilo telefônico na investigação de Antônio levou a polícia a intimar outros políticos que possuíam uma ligação suspeita com Antônio. 

    O primeiro a ser intimado a comparecer ao juiz federal Sandro, responsável pelo julgamento da Operação Salem, foi Lucas, Ministro da Previdência Social, que falsificava comprovantes que mostravam que o dinheiro da previdência social estava sendo depositado devidamente na conta dos aposentados, quando na verdade milhões de reais do dinheiro público haviam sido transferidos para a conta de sua irmã na Suíça. 

    No entanto mais um ministro, que nem ao menos fazia parte da investigação foi associado aos outros ministros investigados, Eduardo, Ministro da Saúde, teve a infelicidade ser pego com 50 milhões de reais dentro de malas que deveriam ser entregues a Antônio para evitar a delação. 

    Eduardo desviava milhões de reais destinados a compra de novos equipamentos para hospitais públicos, sua ganância causou a mortes de muitos na fila do SUS. 



    Eduardo delatou o último político que encerrou a Operação Salem, Lúcio, Ministro do Trabalho e do Emprego, que recebia milhões em propina dos maiores empresários do país para que tirasse cada vez mais os direitos dos trabalhadores, aumentando assim a exploração do patrão diante de seus pobres funcionários, que trabalhavam cada vez mais e recebendo cada vez menos. 

    Cada um dos acusados faziam parte de partidos políticos diferentes, haviam acusados tanto da esquerda quando da direita, o que mostrava que ambos os lados querem explorar o povo até não sobrar mais nada. 

    O julgamento de todos os acusados foi marcado para a sexta seguinte da Sexta-feira Santa, comemoração cristã que ironicamente mostra o dia que Barrabás, um criminoso homicida havia sido libertado no lugar de Jesus, levando a crucificação de Jesus. 

    Por coincidência, ou não, todos os ministros acusados foram condenados, porém jamais cumpriram sua pena, pelo cargo político que eles exerciam eles se negaram a se entregarem, o que gerou o início de um tumulto com o povo que assistia o julgamento pela TV aos arredores do Supremo Tribunal em Brasília. 



    Nem a polícia foi capaz de conter todo aquele povo revoltado e indignado com a incompetência da lei, que não podia prender criminosos políticos contra a vontade deles, de acordo com o juiz eles teriam que se entregarem por livre e espontânea vontade. 

    Muitos invadiram o Supremo Tribunal e levaram os políticos a força para fora, outras pessoas incendiavam objetos e os amontoavam no meio da rua, montando uma enorme fogueira, que ficava cada vez maior conforme os políticos eram arrastados para o local do fogo. 



    Na TV o helicóptero que sobrevoava o local mostrava os políticos ardendo em chamas enquanto a pele de seus corpos era lentamente derretida e eles gritavam por socorro, em vão, pois ninguém ali presente iria permitir que eles saíssem com vida daquela fogueira. 

    _ Assim como as bruxas assassinadas nas fogueiras em Salem os 7 políticos condenados na Operação Salem agora queimam literalmente para pagar pelos seus crimes. _ Disse a repórter que estava fazendo a cobertura no local. 



    Agora encerro esta história deixando a mensagem que se a justiça não faz justiça, o povo fará sua própria justiça mais cedo ou mais tarde, estamos todos lutando por um país mais justo e mais honesto, um lugar que não seja preciso queimarem vivos nossos próprios políticos como se fosse bruxas. 

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